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13/01/2004 20:14
Será que...
Para que serve um blog? Para seus amigos saberem se estar triste ou se estar feliz? Para eles não ligarem mais e só deixar comentários? Para contar como foi o final de semana? Criei o meu e ata hoje não sei. Mas espero uqe pelo menos m\na minha última postagem eu consiga fazer desse blog algo verdadeiramente útil. Mas que utilidade terá em dize que estou confusa, que não sei o que fazer?
Pois é, aqui estou eu novamente me iludindo com as palavras, mas por que será que as escrevi? Será que foi para impressionar alguém ou gritar ao mundo como estou me sentindo? Já que comecei com perguntas vou continua, mesmo porque não tenho as respostas. Talvez alguém as tenha, por favor as deixem como comentários. Irônico, não?
Próximo dos meus 25 anos e o que posso dizer da vida? Não sei! Da família, será que me quiseram? Será que a minha mãe teve outra intenção ao me pedir para limpar aquele fio desencapado? Será que o meu pai precisava mesmo do dinheiro da minha inscrição no vestibular? E a minha irmã, será que se aproveitou de mim por que eu deixei?
Será que Elena se afastou de mim por que eu enchi o saco? Shirley, será que as vezes que me senti mal não foram para lhe chamar a tenção? Aquela ligação, Cris, no meio da noite, será que foi só para lhe acordar e deixa-la preocupada comigo? Será que as lágrimas que você Vanessa viu rolar dos meus olhos não foram falsas? E você Marli, não falou o que eu queria ouvir?
Será que não inventei um amor para parecer normal? Aquele show de rock, será que fui apenas para curtir as mesmas coisas que os outros? Será que aquele texto, Daniel, diz mesmo o que parece dize? Fabi, ainda não sei, mas será que não vou inventar alguma coisa? E você Giselle, será que Inês não ligou para você por que eu pedi?
Jack, será que desabafei naquela noite por que sabia que iria conta a Lili? E você Lili, será que eu não disse curtir a noite para que você me achasse legal? Será que não bebi exageradamente naquela boate para parecer a foda? E o cigarro, o baseado e o porre de lança, será que não foram para dizer que experimentei?
As notas boas, será que não foram para me tornar popular na sala? Rafaella, será que amiga a quem escrevi aquele texto era mesmo de sorte? E esse livro que penso ter escrito, será que não é para fingir que sou capaz? Será que não passo as noites em claro para ficar com ar de cansada no dia seguinte? Será que me entreguei realmente pó amar ou para dizer às meninas que já havia crescido? Será que o esforço desprendido para lembrar dos aniversários não foi puramente fingimento de que sou atenciosa?
Quando falei que queria morrer, será que eu iria realmente pular daquele prédio? Será que as lágrimas caídas no cantinho escuro do meu quarto foram forçadas? Aline e Aliege, será que estou saindo com vocês para parecer a tal? Será que imaginei que Anderson gostava de mim ou simplesmente o provoquei? Será que falei para o Sr. Mito do meu livro para parecer intelectual? Será que lhe procurei, padre Heleno, por que eu só queria me expor?
E a senhora tia Lúcia, será que a convidei para ser a minha madrinha por que não acreditei no que Vanessa me disse? Será que as várias bocas que beijei numa única noite, será que foi só para me sentir a descolada?
Será as vezes que ajudei alguém foi só para parecer a samaritana? As poucas vezes que disse eu te amoserá que eu amava mesmo? Será que ficar sozinha me causa mesmo liberdade? Será que sou realmente o que penso que sou?
E será que essa será mesmo a minha última postagem?????????
enviada por Fran
02/01/2004 17:07
Agora tenho certeza que vocês são de verdade, são reais. Toda essa felicidade que aflora em meu peito é por causa de vocês. Benditas palavras que pronunciamos e que nos aproximaram. Do meu peito, da minha alma, da minha vida vocês nunca mais hão de sair. Chegaram e não vão embora, não vão me deixar.
Não posso me calar, não posso deixar que essa felicidade me sufoque. Preciso gritar que vocês chegaram, que vocês vão permanecer comigo. Preciso gritar que somos mais do que irmãs, que somos para sempre.
Em sonhos as imaginava. Acordada as procurava. Escrevendo tive a certeza de que as encontrei. E hoje, gritando, meu coração sorri. Neste novo ano que se inicia vou vive-las, vou lhes dedicar a minha vida, mas não de forma eloqüente. E sim de uma maneira onde possamos viver juntas sem lágrimas: eu, a paz e a consciência.
enviada por Fran
30/12/2003 15:48
Chegaram caladas, as vezes tagarelas; atenciosas, as vezes dispersas; meigas, as vezes ásperas, mas chegaram. A primeira vista: metidas. A Segunda: metidas. A terceira: metidas. A quarta: ...
Então, aproximei-me e ao primeiro falar, ao primeiro ouvir, ao primeiro sentir: colegas. Ao segundo: amigas. Ao terceiro: irmãs. E hoje: para sempre.
Talvez eu estivesse um pouco cética na amizade, por isso precisei olhar, olhar, me aproximar, falar, ouvir para então sentir. Mas que bom que apesar da morosidade ainda senti, ainda acreditei, ainda vivi.
Palavras se proferem a todo momento em meus pensamentos, mas por culpa das lembranças de outrora não rasgam mais a minha boca. Apenas os meus gestos e as minhas atitudes se inebriam desses pensamentos e emergem de um lugar chamado coração para me fazer gritar no silencio da minh´alma o quão feliz fazem-me sentir.
Agradece-las por existirem na posso, não devo. Aos amigos nada é obrigado, tudo é por prazer. A Deus, sim. Por ter as colocado no meu caminho, na minha vida. E com isso deixar-me novamente crente nos pensamentos, nas palavras, nas pessoas e na amizade.
Algumas pessoas acreditam veemente que vieram ao mundo simplesmente por acaso. Outras para viverem unicamente sua vida. Mas graças a Deus que outras ainda vieram para nos fazer feliz, mesmo que ainda não saibam nem se interessem em saber.
Como não querer falar, não querer me expressar se nem mesmo eu me controlo, nem mesmo eu me obedeço? Incotrolável? Teimosa? Não, apenas feliz!!!
enviada por Fran
26/12/2003 15:59
O dia
O dia nasce calmo, desconfiado, sem saber se realmente era para nascer. Aos poucos ganha força e vai abrindo os braços querendo abraçar mundo, querendo abrasar a vida. Pelejando por deixá-la quente, deixá-la única, deixá-la viva.
Eis que o apse alcança e a vida se torna quente, se torna única, se torna viva. E acredita e vive, e vive e acredita que podia, que pode. Mas não fora forte, não fora persistente o suficiente para se prolongar, para se abrasar e foi se desfazendo, foi morrendo. Talvez não tenha culpa, pois a noite se fez mais forte e o dia riscou o céu em forma de arco, em forma de curva, em forma de volta. Mas será que volta?
De repente tentou reagir e parecia atear fogo no mundo, na vida, na noite. O horizonte se fez fogo, se fez chama, se fez brasa, se fez nada. E desse nada não se fez nada. Apenas a noite venceu!
O dia nasce, insiste, persiste, conquista e domina. A noite condena, purifica, bendiz: maldita.
O dia não morreu, apenas adormeceu e amanhã terá uma nova guerra, uma nova batalha. Amanhã será um novo entardecer de chamas!!!
enviada por Fran
18/12/2003 17:44
ENCONTRO NO TEMPO
Só queria tempo. Tempo para o corpo, para a alma, tempo para mim. Mas como seria esse tempo? Numa balada, em silencio e meditação, entre conversas com os amigos? Não sei, só queria tempo. Mas não esse tempo cruel, nefasto, funesto que tanto me aporrinha, que tanto compele a minha instância pela vida. Instância sem prisão, sem grades, sem paredes. Era apenas um pedido por ela, só por ela.
Eu precisava de um tempo, simplesmente da droga desse tempo para me fazer perceber a virilidade do amor, apesar das decepções; a banalidade da felicidade apesar de requestada; a tolerância da amizade, apesar da ausência; e absolutamente para entender que o destino é evitável, mas sempre acontece.
Respirei tempo, comi tempo, pensei tempo, dormi tempo. Traguei de modo enlouquecedor uns baseados de tempo; injetei em minhas veias 10ml de tempo por dia até conseguir viver o tempo, ou melhor, entender com o tempo.
E ele passou, andou, correu, voou e me trouxe de volta. De volta, mas sedenta em viver um grande e novo amor, sedenta em persistir na amizade e, acima de tudo, sedenta em crer na vida. Somente nela.
Precisei, procurei, encontrei e agora o tempo vive em mim e eu apenas entendo, apenas vivo, seja ele tempo parado, tempo voando ou simplesmente tempo.
Eu me encontrei no tempo!
enviada por Fran
05/12/2003 16:06
Às vezes me pego pensando se o homem é realmente uma criatura divina. Como pode, ser criado à imagem e semelhança do Pai e ser tão vulnerável, tão corrompido? Ainda não sei e por mais que o tente entender mais o desconheço.
Que bom existir diferença entre eles! Que bom existir conceitos diferentes entre si! Quando o conhecemos é uma atenção, um cuidado exacerbado que chega a nos causar uma sensação superior de existência. Só nos basta o descobrir para perder todo o encanto, toda a magia e revelar sua verdadeira face, que por trás dessa máscara de cordeiro está uma fera sedenta por nos fazer sofrer, por nos fazer chorar.
Pai, afasta de me esse cálice de vinho tinto de sangue.
Mesmo o desconhecendo sei me defender, pelo menos agora já sei sofrer sem chorar e se por descuido do coração eu chorar, já sei reagir, já sei levantar.
E daí, se mesmo não entendendo já reajo, pra quê gastar palavras com pessoas sórdidas, inescrupulosas, verdadeiros parasitas sugadores? Sei lá, talvez para colocar pra fora essa angústia, esse aborrecimento, essa raiva e decepção que tanto me sufocam.
Cris, a questão não é querer que as pessoas estejam ou se encontrem predispostas a me ajudar, a me entender. Respeito sempre foi diferente de bajulação, de falsidade. E são de pessoas assim que me refiro e novamente grito: QUE SE DANEM, QUE SE FODAM, QUE SE AFASTEM DE MIM. Pelo menos uma vez na vida tenha caráter e saibam lamentar uma amizade perdida e não insistam numa fingida.
Fabi, sem falsa modéstia, eu já sei que sou legal, companheira, com defeitos, claro. Porém, verdadeira. Se com esse meu jeito idiota de ser conquistei amizades maravilhosas como a de vocês, não sou eu quem deve mudar. Eu só quero, só desejo, só aspiro, só exijo respeito.
Vani, você tem razão que XXXXX não pode ser e nunca será parecida com você.
Não há nada no mundo que me deixe mais furiosa do que ser usada e magoada. Se for pra viver ao lado de pessoas assim, prefiro não viver, não existir. Prefiro não me iludir. Mas sei que as pessoas são diferentes e por isso é que vivo.
enviada por Fran
03/12/2003 21:20
Dreams Life
A vida é um sonho. Talvez não, pois têm sonhos que acabam antes de a vida encontrar seu destino. Um sonho não passa de uma busca com paradas, momentos tristes e alegres, que nunca tem fim.
Sonhamos para mascararmos a realidade que tanto nos machuca e nos ilude a ponto de só enxergarmos coisas boas. Coisas que apenas nossa alma tinha conhecimento, mas por um descuido do nosso coração, emergiu ao cérebro e dominou o corpo.
Infelizmente a vida não é feita só de noites, pois se fosse, queria dormir e sonhar eternamente. Mas o sol teima em surgir e gritar-nos na cara que tudo não passou de um sonho. Sol que às vezes toma a forma inesperada e inconseqüente, mas servi-nos para elevar o chão aos nossos pés, já que se fizesse o contrário não colocaríamos primeiro os pés, e sim a cara. Aí saberíamos exatamente as conseqüências de um sonho e não queríamos mais tê-los rondando nosso sono, nem perseguindo nossos dias.
Cada despertar feri-nos a alma e alimenta nossa capacidade de reagir positivamente, seja prolongando uma noite ou dispensando a presença do sol para abrir-nos os olhos.
Apesar de toda morosidade para entendermos o porquê dos sonhos em nossas vidas, agradeço a presença do sol, que além de renovar nossas forças, desmascara os sonhos que poderiam virar pesadelos.
enviada por Fran
30/11/2003 00:17
Última vez
A primeira vez que o vi
Achei que o sol nascia em seus olhos
A noite se eternizava em sua boca
E a lua e as estrelas eram os presentes que você dava
Aos céus escuros e sem fim.
Então me apaixonei.
A primeira vez que o beijei
Senti seu coração tão perto do meu
Minha vida tão completa com a sua
E nossas almas tão únicas e dominadas
Que durariam até o fim dos tempos.
Então o desejei.
E a primeira vez que fiz amor com você
Senti a terra mover no chão
O ar fugir da respiração
E a água lavar-me toda essa grande ilusão.
Então o esqueci.
E foi a nossa última vez!
enviada por Fran
26/11/2003 22:41
A vida tem dessas coisas, de coisas que não entendemos, talvez nem queiramos entendê-las. São coisas ou fatos? São fatos ou boates? Boatos ou verdades? Que se danem as respostas, mesmo com elas ainda não entendo essas tais coisas.
Se te procurei foi porque eu quis. Se te deixei ficar, foi porque eu quis. Se te ouvi foi porque eu quis. Se fingi acreditar no teu amor foi porque eu quis. Mas não tens o direito de me fazer sofrer porque eu não quero. Não vou deixar.
E se achas que conseguiste o que querias, só engana-te, porque um momento é apenas um momento quando sabemos fingir.
enviada por Fran
23/11/2003 22:35
Destino
Nascemos por amor,
Por acaso. Nascemos!
Descobrimos coisas
Sentimos outras.
Umas adoramos, outras desprezamos
Por medo, insegurança, imaturidade
Ou simplesmente por não conhecermos.
Pessoas surgem por amor,
Por acaso. Sempre surgem!
Amamo-las sem saber porque.
E o que é o amor?
Algo que dita as regras da vida?
Confusão de sentimentos?
O grande segredo da vida?
Razão de existência de uns?
Ilusão de outros?
Sendo o amor tão maravilhoso como acredito ser
Não posso crer que seja acaso
Que seja uma simples forma de sobrevivência
Que seja confundido com o simples gostar
O amor é inexplicável
É incontrolável, inenarrável
É alegria e tristeza
Chorar e sorrir
Calar e gritar
Viver e morrer
Ter e não ter.
O amor é certeza de chegar
É destino
Ninguém vive sem amor
Quem não recebe, espera
Quem doa, acredita.
Vivemos por acaso
Mas amamos por escolha.
enviada por Fran
19/11/2003 22:52
Há poucos eu acabara de chorar, de falar, de andar, de aprender, mas nunca de viver. De viver em mim, nos outros. De viver amando, odiando. De viver voando, com os pés fincados no chão. De viver em silêncio, em palavras, mas sempre vivendo.
A gente começa e termina tanta coisa. Outras simplesmente começamos e outras ainda duvidamos que tenha um fim. E continuamos, persistimos e acreditamos.
E vivendo nessa peleja é que meus pensamentos nunca terão um fim e as palavras jamais deixarão de representá-los. Isso que atingimos é apenas o começo de uma nova etapa, portanto não deve se chamado de fim.
- Começo -
enviada por Fran
16/11/2003 22:37

enviada por Fran
13/11/2003 22:38
O que eu sou? Em que me tornei com esse jeito meigo e idiota de ser?
O que sou e em que me tornei ainda não sei, só sei que cansei. Cansei de sempre atende às pessoas, de dizer sim, de ser uma cachorrinha adestrada, de bancar o papel de boba, de ficar à espera de um telefonema. Tudo isso pela triste concepção que tenho sobre a vida: fazer com que as pessoas se sintam bem.
Sou burra, idiota, inconseqüente por não perceber que só me machuca. Inocente? Não. Talvez ingênua. Mas chega, pára. Não quero ser pisada, ignorada, abusada pelo simples medo de perder. Que se DANEM todos, todas, que se dane o mundo.
O que eu fiz, o que faço para não merecer respeito, carinho? Que droga, me falem para eu tentar consertar. Suportei até hoje ser a burra, por que não suportaria que me apontassem os defeitos. Se é que tentar ajudar é defeito!
Pelo que acredito ser amizade não me magoem. É tão fácil me fazer feliz.

enviada por Fran
09/11/2003 14:26
Um Olhar
Uma confusão de sentimentos
Que vão desde o de medo ao de carinho.
Não é um olhar como um qualquer.
É um olhar embriagado de mistério,
De fascinação e soberania.
Ao ficar de fronte com ele,
Eu pareço estar em transe
Como se uma força maior
Do que meus próprios impulsos me invadisse
Espalhando sobre minha alma o doce veneno desse olhar.
Como uma mágica, uma transferência de informações
Sem precisar de palavras ou conexões.
Um olhar capaz de desvendar o mais íntimo dos segredos
Usando-se de arte-manhas
Para conseguir o que deseja.
Mais valioso do qualquer tesouro
Uma dádiva de Deus no meu caminho
Seja ele carinhoso, manhoso,
Desconfiado, impaciente e
Quase nunca raivoso.
O medo está em não saber como esconder
Algo do meu próprio eu.
Um olhar que chegou despercebido e traiçoeiro
Que encontrou os meus quando menos esperava
E me deixou interessada.
Será que foi coisa do destino?
Ou pura coincidência?
Não sei dizer
Mas o que isso importa
Se o que eu quero é deixar que esse olhar penetre sobre os meus.
Encontrar alguém com esse olhar
Tornou-me a Joana Darc do século XXI
Encorajada a enfrentar qualquer batalha.
Que bom seria se esse olhar
Pudesse ser eterno,
Mas considerando-o como um oceano
Perto da minha gotinha dágua,
Não posso crer
Que terá fim um dia
Isso que me acalma, me acolhe a alma, isso que me ajuda a viver.
enviada por Fran
04/11/2003 13:54
Deixa-me viver
Por que moras em meus pensamentos, habitas a minh alma, persegues os meus sonhos e feres o meu coração se um dia te mandei embora?
Deixa-me viver, deixa-me aprender a viver sem você. Eu sei que posso, mas preciso te esquecer, portanto vá embora!
Sei que vou sofrer e chorar, mas será por algum tempo, até eu te esquecer. Mas se ainda continuares a me perturbar não sei o que fazer, não sei onde irei parar, não sei se conseguirei viver.
Se realmente me amaste como disseste entenderás que o que te peço não é sacrifício. É apenas para que saibas que o fogo que puseste em meu coração virou brasa e agora só me fere, só me queima e só me faz te odiar.
Se realmente me amaste ou se ainda me amas, deixa-me viver.
enviada por Fran
02/11/2003 22:29
Palavras
Não, não sou nada do que dizem. Se escrevo é porque sinto e se sinto é porque vocês existem. Então, se alguém merece os méritos, com certeza não sou eu.
O que escrevo são apenas palavras, simplesmente palavras que fluem involuntariamente da minha mente, do meu coração, dos meus olhos, da minha boca e da minha alma. Apenas palavras!
Mas não são palavras secas, palavras mortas, palavras ditas. São palavras sentidas, vividas e envolvidas em mistério, magia, sedução. Embriagadas de sentimentos, sentidos e direção.
Nada é por acaso. O vento não assanha seu cabelo por acaso, o mar calmo não vira tempestade por acaso, o mundo não gira por acaso, as flores não exalam seu perfume por acaso. Assim são as palavras: nunca são proferidas por acaso. Podem surgir num momento de tristeza, de alegria, de dor, de decepção, de desespero, mas sempre estarão carregadas, inebriadas de significados, de razão.
Através das palavras redescobrimos que somos capazes de sonhar, de amar, de odiar sem magoar, de compreender e de viver. De viver seja onde for, esteja onde estiver.
O mundo é descoberto por palavras, os mares e oceanos são delimitados por palavras, as matas são desbravadas por palavras, as pessoas se conhecem e se aproximam por palavras, as amizades se eternizam com palavras, os amores nascem com palavras e as pessoas o declaram com palavras. Por isso as penso, as sinto, as direciono, as profiro e as vivo.
O que escrevo são apenas palavras, nada mais que simples palavras.
enviada por Fran
29/10/2003 18:17
Preciso de você
Não imaginava que fosse precisar tanto de você, que fosse sentir tanta a sua falta. Mas senti, sinto e ...
Ontem precisei das suas palavras, da sua generosidade, da sua atenção, do seu ouvir, do seu sorriso, das suas verdades e mentiras, dos seus problemas, do seu medo, das suas lágrimas, da sua sombra, do seu calar e do seu gostar.
Hoje preciso do seu barulho, das suas chateações, do seu sono, do seu olhar, do seu sentir, do seu existir, do seu suspiro, do calor das suas mãos, do seu corpo, da sua tranqüilidade, dos seus sonhos, do seus carinho, da sua alma, dos seus desejos, dos seus sussurros, dos seus gemidos, do seu andar, da sua lembrança, da sua coragem, da sua alegria, do seu saber, da sua segurança e do seu amor.
E amanhã, amanhã eu não sei, mas desejo não mais precisar de você, não mais sentir a sua falta, não mais gostar de você e para sempre esquecer que um dia você existiu e que um dia eu amei você.
enviada por Fran
26/10/2003 20:35
Um ano se passa num piscar de olhos, num abrir e fechar de lábios, num mero instante que não volta, que nunca mais voltará. Então, aproveitemos e façamos dele mais do que um simples instante.
Quantas coisas fazemos ou deixamos de fazer em um ano? Quantas pessoas conhecemos e quantas verdadeiramente ficam em nossas vidas? Ou ainda, quantas vezes esquecemos de percebê-las, de escutá-las, de amá-las? Pois é, um ano não é apenas um momento, apenas um instante. Pode, e se passa como um breve sorriso, como uma nuvem carregada sobre o sertão, como o bater de asas de um beija-flor. Quando pensamos que vai começar já acabou. Não podemos parar o tempo, nem tampouco pararmos diante dele. Mas podemos sim, vivê-lo. Vivamos o tempo seja ele um momento, um instante ou um ano.
Em um ano crescemos, em um ano aprendemos, em um ano magoamos, em um ano vivemos. Em um ano escutamos, choramos e desabafamos. Em um ano sorrimos, brigamos e nos afastamos. Em apenas um ano nos redimimos, nos reaproximamos e por toda a eternidade amigas continuaremos. Que bom que mais um ano se passou, que bom fazer parte desse instante, desse momento, que não será apenas um instante, apenas um momento. Será a continuidade da vida. A continuidade de histórias de vida. De vidas complicadas, fáceis, de vidas alegres, tristes, de vidas cheias, vazias, seja qual for o estilo serão vidas. Vidas vividas, vidas completadas e compreendidas.
Valeu deixar-me fazer parte do seu momento, do seu instante, do seu ano, da sua vida. Valeu também por me ensinar a amar a vida, a viver a vida. A acreditar na vida. A fazer dela mais do que uma simples vida, a fazer a minha vida.
Pessoas conhecemos por acaso, mas amigos é e sempre será por escolha.
enviada por Fran
22/10/2003 21:44
Valeu Viver?
É possível ser feliz sozinho? Pra responder é preciso saber o que é felicidade. Mas como algumas coisas assim como o amor não se definem tentemos, então, responder essa... Incógnita.
Quando se é ou se está sozinho não há desentendimento quanto o que fazer no final de semana: qual boate, qual barzinho ir. No caso do cinema lotado sempre haverá um lugar vazio entre dois casais na última fila; ninguém vai dizer que você está comendo pipoca demais e não será atrapalhado com comentários na melhor parte do filme.
Já na boate, você poderá ficar bêbado, cometer inúmeras gafes, beijar muito, porque no outro dia ninguém vai espalhar para a turma. Na lanchonete será atendido mais rápido porque seu pedido será apenas de um sanduíche. No shopping todos os gatinhos, as paqueras serão só suas. A conta do seu telefone será baixa, pois não terá para quem ligar. E se precisar falar sobre os seus problemas, com o tempo vai esquecê-los porque não vai ter ninguém para ouvi-los.
Hoje pensamos, por sermos jovens, não precisamos de ninguém e acabamos ficando sozinhos, por opção ou por determinação dos outros. Mas a verdade é que independente da idade sempre precisaremos um do outro, seja para dizer que nosso cabelo está assanhado ou para nos alertar que nossas atitudes não condizem com o que realmente somos. Mesmo que esse alerta seja em forma de silêncio e acabe nos deixando sozinhos ainda mais. Talvez se hoje viver sozinho não lhe cause nenhum mal, pense que amanhã quando você chorar não terá ninguém para enxugar suas lágrimas e aí vai se perguntar: valeu viver?
Se tivermos em mente que apesar da chuva o dia continuará lindo; que apesar do esforço nada dará certo; que apesar de nos sentirmos sozinhos nunca ficaremos de fato sós se não quisermos. Mesmo acontecendo tudo isso, sempre poderemos dizer: valeu viver!
enviada por Fran
19/10/2003 23:10
Hoje acordei com um desejo! Um desejo louco de que você estivesse aqui. De corpo e alma presentes, mais corpo do que alma e fizesse deste meu sonho uma realidade. Uma realidade que me deixaria nas nuvens.
Sonhei que você chegava sem um cavalo branco, sem capa ou coroa de príncipe, sem flores nas mãos, sem escalar nenhuma janela, sem qualquer outra imagem de contos de fadas. Mas chegava e vinha direto para os meus braços e me fazia mulher. E eu gemia de prazer, gritava de felicidade e vivia ainda mais por amar você.
Então, você invadiu meu sonho, perturbou minhas noites, entranhou na minha alma e me violentou. Ainda sinto o roçar do seu corpo na minha pele, o sussurro e a sua língua acalmando os pelos do meu corpo. O seu resfolegar trêmulo ainda ecoa na minha mente e percorre todas as minhas veias fazendo o meu sangue ferver e todos os meus sentidos se confundem numa busca quase que incessante por prazer. Numa busca nunca incessante por você!
O meu corpo pede pelo seu, a minha boca chama pela sua, as minhas pernas gritam pelas suas, os meus braços lhe procuram por inteiro e eu sonho e espero por você para me fazer feliz, para me fazer viver, para me amar, para me fazer todo diante dessa pequena parte que sou sem você.
Que pena que foi apenas um sonho, mas parecia ser real. Parecia ser verdadeiro e infinito. Agora eu o perseguirei até o encontrar e não me importa quanto tempo leve, quantos sonos terei de ter, quantos caminhos terei de seguir, porque sei que você existe e sei que será meu, pelo menos numa noite, você será só meu e me completará, me saciará, me fará mulher de verdade.
Mas se ao lhe encontrar você não me possuir, não me ter em seus braços, não fizer dos nossos corpos um só, não vou me decepcionar se ao menos você trouxer nos olhos toda a esperança desse amor.
enviada por Fran
17/10/2003 00:53
Todos temos um pouquinho de tudo na vida e por que não de doido? Na verdade, acho que desse temos mais do que um simples pouquinho. Talvez dois ou três, sei lá, vai depender do como somos vistos.
Então, resolvi expor um pouco da minha loucura sã, de modo que os loucos que se acharem estranhos percebam que são tão normais quanto eu. A loucura é pensar que somos loucos e esquecermos de viver.
Escreverei. Escreverei inúmeras páginas. Páginas sem relação. Relação sem direção de assuntos. Assuntos que surgirão. Surgirão porque eu viverei. Viverei eternamente. Viverei neste mundo. Mundo de loucos. Loucos que escrevem. Escrevem porque são sãos. Sendo sãos, não são loucos. E o que são?
Tudo na vida é um ciclo que sempre acaba no mesmo lugar. Enquanto meus pontos não se encontrarem estarei aqui: escrevendo. Para quem? E por quê? Sei lá, talvez por tentarmos encontrar as respostas de tudo é que não somos felizes e estamos em constante estado de solidão.
Hoje eu vivo sem ontem, sem amanhã. Se digo que viver é uma droga, amanhã talvez direi que é a melhor coisa que existe. Assim como falamos eu te amo às pessoas erradas, também nos contradizemos com palavras.
Considerando-me louca ou não, hoje, o que importa é que além de acreditar nos meus sonhos, eu os vivo.
enviada por Fran
12/10/2003 21:56
Assim como não acredito na existência do amor, não acredito na felicidade. Para não ser totalmente cética, acredito apenas em momentos, poucos, de alegrias e não de felicidade. Talvez por acreditar nesse pouco é que hoje ela renasceu em mim.
Agora entendo que a felicidade está nas pequenas coisas que fazemos, as quais não damos muita importância, mas que nos causam um enorme bem.
Talvez quem me proporcionou esses momentos nem saiba do grande bem que me causou, também não interessa saber. Se fizeram espontaneamente hão de fazer novamente. Apenas quero que saibam do tum tum tum descompasado que deixaram no meu peito.
É óbvio que não posso descrever em palavras o que senti, apenas viver e não mais esquecer.
Obrigada!
enviada por Fran
11/10/2003 00:46
Não sei se digo viva ou que pena! Sobre a minha frustração no amor, (colega de trabalho) nos encontramos e nada senti. Nada comparado a antes. Mas talvez tudo comparando ao depois.
Quando descobri o amor, ou melhor, quando o senti de verdade, quis expor de forma clara e objetiva, dizendo amo você. Não estou falando do amor carnal, do amor apenas homem mulher. Refiro-me ao amor universal, ao simplesmente amor, onde se pode amar sozinho, sem nada esperar, em tudo dizer.
Um amor que me fazia bem, que me fazia sentir a felicidade pelo simples fato de dizê-lo. E num desses súbitos e inesperados desejos descrevi meu coração em forma de palavras e as proclamei. Que pena! Porque hoje eu poderia continuar sentido-o se não tivesse declarado.
Mas nisso, chamado amor, tem dessas coisas inexplicáveis e incontestáveis. Não me arrependo de ter amado, talvez apenas de ter falado. Eis, então, as palavras que me causaram lágrimas, mas que me fizeram e me fazem entender o verdadeiro sentido do silêncio.
O Amor
Deus nos deu o sol para nos aquecer, as estrelas para vermos quão belo é o céu, as coisas para usarmos, as pessoas para amarmos como a nós mesmas e as palavras para dizermos o quanto as amamos.
Talvez minhas palavras não se valham mais de representar o que sinto, mas o bom é que mesmo não falando ainda sinto. Só não tenho culpa por te amar nem por senti saudades, mas tenho por te transformar na razão da minha vida sem ao menos perguntar se querias. Também não pretendo tirar-te, só aprender a viver e conviver com a distância.
enviada por Fran
09/10/2003 23:11
Quando somos pequenos tudo é novidade, tudo é maravilhoso, mas quando crescemos até um simles beijo pode tirar-nos o sono por longas e longas noites. Porém, o interessante de tudo isso é que continuamos vivendo.
Este mês de outubro faz 16 anos primeira grande descoverta da minha vida. E expondo em palavras, foi mais ou menos assim:
O Beijo
Entre brinquedos e bagulhos
Curiosidade desperta libido
Inocência descobre sensações
Obedecendo a natureza
Burlando a maturidade
Perguntas ecoam
E o silêncio as completam
O desejo salta aos poros
Que se unem num só corpo
Numa só alma
Numa só vida
Como a lua tocando o mar
De forma que lua se torna mar
E mar se torna lua
Sem começo, nem fim
Seu corpo gritava pelo meu
Sua boca sentia a minha se aproximar
Nossos olhos fugiram
Os corações pulsavam na mesma velocidade da respiração ofegante
O peso do seu corpo sobre o meu
Deixou tudo tão mágico, novo e proibido
Mas não escondi a emoção
De sentir sua boca saciando a minha
Nossas línguas se tornando uma
Parecia está em transe
Em êxtase, no ápse do querer
Esqueci quem era
O que queria
E me entreguei por inteiro a você
Suas mãos percorrendo meu corpo
Que obedecia apenas aos seus toques
Inocência teimava em não existir
Nos guiamos pelo momento de prazer
De curiosidade e descoberta
Descobrimos tudo
Ou quase tudo
Talvez nada.
Uma voz surgiu do nada
E meu coração começou a bater sozinho
Meus olhos não queriam voltar
Minha boca queria a sua respirando por ela
E meu corpo...
Já não tem mais sete anos.
enviada por Fran
06/10/2003 05:32
Duras Palavras
Deus concedeu ao homem o poder do perdão, mas por que será que mesmo depois que perdoamos não conseguimos esquecer a dor que nos causaram?
Parece que aquelas palavras passaram a habitar minha mente, a ecoar pelos meus ouvidos e por mais esforços que eu faça para esquecê-las, elas se proferem a todo o momento. Mas se elas estão a perturbar meu sono talvez eu seja merecedora em ouvi-las.
O que eu queria era desabafar, revelar algo que julgava ser um segredo, que estava me matando aos poucos, mas se soubesse que querer torná-lo público iria matar-me de vez não teria insistido.
Naquela tarde, pensei, confiei e chamei. Não fui ouvida. À noite pensei de novo, confiei novamente, chamei pela última vez e imaginei que seria ouvida. Ledo engano! O que presenciei, jamais, jamais em toda a minha vida, pensei escutar.
Ela parecia ser tão doce, ta meiga, tão compreensível, que por isso pensei, confiei e chamei. Se a intenção ao dizer-me palavras tão duras era que eu refletisse-as, conseguiu. Reflito até mesmo quando não quero, só lamento não entendê-las, não interpretá-las, não dar o seu real sentido. Embora magoada, resisto. Embora sofrendo, nego. E embora ferida, a respeito! Antes de ouvi-la talvez dissesse que embora ferida, a amasse, mas isso que acreditava ser amor não foi aceito. Não foi entendido. E como querer entender que justo quando aprendo a amar, a falar do amor não me deixaram dizer, não me deixaram amar?
Gostaria de ter coragem para chamá-la novamente, mas não sei se suportaria outra vez e mesmo que suportasse não seria pra sempre, não seria de verdade. Então deixemos como está, afinal, estas palavras só perduram numa noite, só me causam sofrer num instante, mesmo que esse instante dure como uma eternidade.
Apenas quero aprender a entendê-las, ou melhor, a entender quem as proferiu, porque embora não aceitando o meu respeito, isso ainda vive em mim e mesmo não querendo escutar ainda preciso de outras palavras suas para viver.
enviada por Fran
05/10/2003 15:45
Sozinho Caetano Veloso
Às vezes no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado juntando
O antes o agora e o depois
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho
Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho os meus desejos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém
Porque você me esquece e some
E se eu me interessar por alguém
E se ela de repente me ganha
Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora
Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora
Essa música marcou a minha vida e só percebi isso depois que já havia marcado. Calma, eu explico. Conheci um cara no trabalho que tocava violão e vez por outra cantava essa música pra mim. As pessoas sempre me diziam que havia algo além de amizade entre nós dois, mas nunca acreditei.
Quando percebi esse algo a mais, foi muito engraçado, estávamos num bar (Pernambucanamente- Olinda) ele passou a noite toda olhando pra mim, afinal de contas eu estava produzida pra night. A Ana uma amiga olhou pra mim e disse: ta vendo que eu tinha razão.
Infelizmente a noite acabou e nada rolou, mas a partir dali descobri que realmente estava gostando dele, principalmente quando ele foi dançar com outra menina.
Resolvi contar pra Shirley, que também o conhecia, que eu estava apaixonada, mas sua reação fez com que eu desistisse desse amor. Nunca contei isso a ela e nem pretendo, porque se eu desistir do amor a culpa é só minha.
Mas só estou contando isso porque justo no dia em que posto a minha desilusão sobre o amor quem fica batendo papo comigo até altas horas? Não sei se aquilo que viveu dentro de mim um dia voltará a pulsar como antes, mas se pulsar, espero que pulse o suficiente para não mais me deixar sofrer. E se outra vez fugir do meu peito que ao menos continue na minha mente, entranhado na minha alma e me faça capaz de amar e acreditar.
O anjo do amor

Às vezes no silêncio da noite
enviada por Fran
04/10/2003 16:48
Como remediar o irremediável? Pensei que iria conseguir, por isso relutei tanto em criar o meu blog.
Depois de escrever tanto resolvi colocar quase tudo aqui no blog. E hoje estava sem fazer nada e pensei: por que não hoje? Mas como quem me conhece sabe que tenho um sonho de publicar um livro, então não vou e não posso colocar tudo aqui, se não ninguém vai comprá-lo
A paixão pela escrita surgiu há muito tempo. Tenho coisas escritas do tempo que fazia a quarta série. Não se preocupem não vou postar nada daquele tempo. Mas deixemos o passado de lado e falemos do presente, que é o que nos interessa. O futuro, apenas acreditemos em sua existência sem nos deixarmos viciadas por ele.
Tenho uma fascinação pelas coisas surreais, então resolvi iniciar o blog falando do amor, ou melhor. Da grande ilusão que é o amor. Mas será que é possível FALAR do amor? Sei lá, existem tantas coisas impossíveis e nós com nossa persistência conseguimos realizá-las. Então, por que não hei de conseguir falar simplesmente do amor?
Desilusão
As pessoas. O que somos? Será que somos mesmo pessoas ou somos simplesmente vermes rastejantes, dependentes, inconseqüentes e indecisos? Uma definição lógica não há, mas a plausível é que não queria sê-la. Ou talvez até sim, se não fôssemos tão submissas.
Submissas ao ar, ao sol, ao céu e a pior de todas as dependências: afetiva. Queria viver sem amar; se amasse que não sofresse; se sofresse que não chorasse; se chorasse que fosse baixo; sendo baixo que fosse sozinha; se ficasse sozinha que não morresse, mas se eu morresse teria amado. O que faço?
O amor é uma droga que escraviza, vicia, neutraliza pensamentos e atitudes. Será que isso que sentimos é realmente amor? Não creio que por ele somos capazes de matar e de morrer. Mas se morrermos por amor do que adiantaria tanto sacrifício se não podemos vivê-lo? Talvez morremos por amor pelo fato de ele ser essa droga que fere, que consome e que sangra.
O amor é tão incompreendido, é tão difícil de se sentir. Passei parte da minha vida sem saber que existia e quando descobri e pensei que fosse bom, amei. Amei incondicionalmente, sem medo do que poderiam falar, do que poderiam achar do amor. Aí descobri também as várias formas de amar, e infelizmente escolhi a escancarada, a declarada universalmente que tanto machuca.
Quando amar, não repreenda as vontades do coração. Deixe que ele fale por você, mesmo quando o que ele tenha a dizer você jamais ousaria pronunciar. E quando ele falar não procure se justificar, porque coisas do coração não se explicam e mesmo que você tentasse ninguém as entenderia. Então, o melhor é não amar.
O amor é como Papai Noel, chega um tempo em que você deixa de ser idiota e tudo perde o encanto. Não acredito mais no amor. Isso é um sentimento utópico, é uma quimera que destrói. Se o amor fosse verdade não precisaríamos sofrer, nem tampouco penar à procura de quem pudesse recebê-lo. Decerto que a busca é árdua, porém provoca uma sensação maravilhosa como se a vida tivesse realmente sentido. Mas tudo não passou de um sonho, ou melhor, de um grande pesadelo.
Se eu não fosse cética no amor, queria que alguém me amasse, mas me amasse loucamente, talvez assim eu poderia dizer que aquilo que senti foi realmente amor.
enviada por Fran
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